O primeiro-ministro, Luís Montenegro, esteve, hoje, em Aljustrel, onde inaugurou a Variante, com uma extensão de 4,4 quilómetros, que envolveu um investimento de 12,5 milhões de euros, financiadoa PRR, que vai desviar o trânsito de pesados do centro da vila, e na apresentação de um projeto de 400 milhões de euros que a Almina vai fazer na mina desta vila alentejana.
Primeiro-ministro esteve na inauguração da Variante a Aljustrel
Respostas
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A inauguração de 4,4 Km de uma variante merece a deslocação de meio governo a Aljustrel ?
Até o Palma Ferro se foi passear a Aljustrel !!! Depois de 9 meses de mandato a Cidade cada vez pior , ainda por cima com a tutela do PC-
O António Costa em quase uma década quantas vezes é que se deslocou ao Baixo Alentejo?
Muito poucas, e nem uma única para inaugurar o que quer que fosse.
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Lá está outra vez. Eu faço uma pergunta objetiva e o senhor responde a outra completamente diferente.
Eu perguntei quantos anos a esquerda governou Portugal e quantos anos governou a direita durante esse meio século. É uma pergunta simples. A sua resposta foi mudar para “diga lá uma obra da direita”. Ou seja, mais uma vez foge ao tema porque a resposta não lhe é conveniente.
E já agora, é curioso que invoque constantemente o Kirk sempre que alguém lhe aponta uma contradição. Está a transformar o homem numa espécie de amuleto argumentativo: quando não gosta da pergunta, sai um “Kirk”; quando não gosta da resposta, sai outro “Kirk”.
Confesso que também me causa alguma perplexidade a leviandade com que o assunto é evocado. Estamos a falar de um homicídio em plena luz do dia, mas pela forma quase folclórica e até divertida como por vezes o traz para a conversa, qualquer dia ainda parece uma nota de rodapé pitoresca da história local. Esse tom de regozijo não lhe fica bem, mas isso é lá consigo!
Quanto ao Alqueva, ninguém lhe retira a importância. O problema é que continua a usar uma obra para evitar discutir uma realidade inteira. O Alentejo teve décadas de influência política da esquerda a nível local, sindical e nacional. A pergunta mantém-se: se o modelo foi tão bem-sucedido, porque continua o Alentejo a perder população, jovens, investimento e dinamismo económico?
É essa pergunta que continua sem resposta. E não é por repetir “Kirk” mais vinte vezes que ela desaparece. Uma simples pergunta que nunca têm resposta. Têm de reforçar o pedido de esclarecimento á sua central sff.
Tem graça que fale tanto do Kirk, porque está a começar a acontecer-lhe exatamente aquilo que diz que lhe acontecia a ele. já não discute argumentos, limita-se a repetir um nome na esperança de que isso substitua uma resposta. Frustação?
Aliás, também convém corrigir uma imprecisão: o senhor não colocou primeiro a questão que agora diz estar por responder. O que aconteceu foi exatamente o contrário. Eu questionei o enviesamento da sua análise sobre quem governou o Alentejo e durante quanto tempo, e só depois surgiu a sua exigência da “obra estruturante”. Basta reler a sequência da conversa.
Mas percebe-se a manobra. Se discutirmos décadas de domínio político da esquerda no Alentejo, entramos num terreno desconfortável. Por isso é mais conveniente reduzir tudo a uma obra, como se uma barragem resolvesse automaticamente meio século de estagnação demográfica, económica e social.
Quanto ao seu constante “vá perguntar à central”, confesso que tem a sua piada. Sobretudo vindo de quem gravita num espaço político conhecido precisamente pela disciplina férrea, pelo alinhamento de discurso e pela pouca tolerância a desvios da linha oficial. É uma ironia que dificilmente passa despercebida.
Quanto ao Kirk, continuo a achar curioso o entusiasmo com que o assunto é regularmente trazido para a conversa. Há quem fale de um homicídio em plena luz do dia com uma leveza quase folclórica. Talvez porque algumas vítimas, dependendo da sua posição política, pareçam merecer menos respeito histórico do que outras. Ou acha que foi justo e merecido?
No fim, a sua resposta resume-se a isto: não responde ao essencial, repete “Kirk” pela vigésima vez, manda perguntar “à central” e declara vitória. Assim é fácil ganhar, na sua perspectiva, obviamente.
Entretanto, a pergunta continua onde sempre esteve: depois de décadas de influência política da esquerda no Alentejo, porque continuam os resultados tão distantes da narrativa de sucesso que nos tenta vender? Ou vai meter a viola no saco como já fez noutras ocasiões???
É precisamente essa a diferença entre nós nesta discussão.
Eu respondo aos seus comentários, às suas acusações, às suas insinuações sobre “Kirk”, “centrais”, “falácias” e afins. O senhor responde a tudo com uma única cassete: “não respondeu à minha pergunta”.
Entretanto, continua sem dizer uma palavra sobre os pontos que lhe são incómodos: o domínio político da esquerda no Alentejo, os resultados obtidos, a contradição de me acusar constantemente daquilo que o senhor próprio faz e a curiosa obsessão com o Kirk sempre que a conversa entra em terreno difícil.
No fundo, já nem estamos a discutir. O senhor limitou-se a escolher uma pergunta, transformou-a num escudo e agora abana-a à frente de tudo o que não lhe interessa responder.
Mas reconheço-lhe uma qualidade: a persistência.
Há quem use argumentos. O senhor usa a repetição.
Pronto, para não dizer que fujo à pergunta: sim, reconheço sem dificuldade que o Alqueva foi uma obra estruturante e um investimento importantíssimo para o Alentejo.
Mas também convém não cair na tentação de transformar uma obra num álibi para meio século de políticas. O Alqueva foi importante, mas não apaga décadas de perda de população, envelhecimento, falta de investimento, encerramento de serviços, fraca industrialização e dependência económica. Uma região não vive apenas de uma barragem, por mais relevante que ela seja.
Por isso, respondida a sua pergunta, espero agora a mesma cortesia intelectual da sua parte.
Depois de décadas de domínio político da esquerda no Alentejo autárquico, sindical e muitas vezes também nacional, porque continua a região tão distante do desenvolvimento que lhe foi prometido? Porque continua a perder população e oportunidades? E porque é que sempre que estes resultados são discutidos a culpa acaba invariavelmente por ser de terceiros?
É que eu não tive dificuldade em reconhecer o mérito do Alqueva.
Já o senhor parece ter enorme dificuldade em reconhecer os falhanços do modelo político que há décadas defende.
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E já agora, não deixa de ser uma ironia ver tanta gente à esquerda reclamar a paternidade e os louros exclusivos do Alqueva, quando a ideia e os estudos para o aproveitamento do Guadiana são bastante anteriores ao 25 de Abril. A obra foi concretizada muito mais tarde, mas a sua génese não nasceu propriamente nas reuniões do comité central…
Curiosamente, aconteceu outra vez.
Mal a conversa chega a uma pergunta incómoda, parece que a ligação à internet fica instável. As respostas passam a ser seletivas, alguns parágrafos desaparecem misteriosamente e certas questões deixam de conseguir atravessar a rede.
Respondi diretamente à sua pergunta sobre o Alqueva. Já as minhas continuam algures perdidas no ciberespaço.
É um fenómeno fascinante e revelador. Sempre que a discussão entra nos resultados de décadas de domínio político da esquerda no Alentejo, há uma espécie de falha técnica recorrente.
A ligação mantém-se excelente para repetir “Kirk”, “falácias”, “central” e outras palavras-chave, mas degrada-se imediatamente quando chega a altura de responder ao essencial.
Deve ser da cobertura. Ou da central…
Andou a exigir uma resposta. Repetiu a mesma pergunta até à exaustão. Insinuou fugas, falácias, desvios e tudo o mais.
Recebeu finalmente uma resposta clara e inequívoca: sim, o Alqueva foi uma obra estruturante e um investimento importantíssimo para o Alentejo.
Resultado?
Nem uma linha sobre o Alqueva. Nem uma linha sobre o Alentejo. Nem uma linha sobre as questões que lhe foram colocadas em troca.
Subitamente, o tema passou a ser o meu “patuá”, a lógica informal, o bot, o taberneiro e outras distrações convenientes.
Depois da exigência de uma resposta e, quando a obteve, perdeu instantaneamente qualquer interesse nela.
E confesso que também acho piada ao “patuá”. É claramente a palavra nova favorita da semana. Quase tão repetida como o Kirk foi durante a anterior.
No fundo, acabou por fazer exatamente aquilo que passa constantemente a acusar os outros de fazer. Será porque já percebeu que a discussão original não lhe está a correr como esperava?
Mas não se preocupe. Eu não levo a mal. Até porque a pergunta continua exatamente onde a deixámos.
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