Terminou, pelo menos para já, a longa saga da reforma laboral, com um surpreendente chumbo no Parlamento. Depois de quase um ano de negociações, propostas, discussões, duas greves e alertas do Presidente, este é o dossiê político mais relevante deste Governo. Ainda a quente, quem sai vencedor e quem sai vencido desta reforma que afinal não vai reformar? Vencedores: António José Seguro, José Luís Carneiro, Tiago Oliveira. Vencidos: Maria do Rosário Palma Ramalho, Luís Montenegro, André Ventura. (Ver aqui.)
Esta forma de fulanizar as questões é redutora. É claro que faltam alguns, tão ou mais decisivos, do que os apontados, como: os trabalhadores e o PCP, do lado dos vencedores, e os patrões mais retrógados e a IL, do lado dos derrotados, só para referir alguns exemplos. E tenho dúvidas quanto ao Chega ter sido derrotado. Acho que na luta com o PSD saiu vencedor. O tempo o dirá.
“por muito que vos custe, amanhã, esta proposta vai ser aprovada”…
Respostas
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Só falta por ai os trabalhadores retrógados também saíram vencedores, ou apenas há patrões retrógados? trabalhadores não? Custa a ouvir, mas 90% destas leis protegem quem menos merece.
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Estranho ou talvez não, que aqui neste blog se fale tanto em vitória da esquerda radical e da extrema esquerda na Lei Laboral.
Isto quando ao mesmo tempo a Assembleia Nacional do Poder Popular, acho que é assim que se designa em Cuba o parlamento. Aprovou uma lei que manda às urtigas décadas de comunismo falido que levou à pobreza e miséria o seu povo. Virando por completo a economia do país no sentido do liberalismo e do capitalismo.
Será que Cuba ainda irá ter a curto prazo uma lei laboral idêntica à que agora foi rejeitada em Portugal?-
Respondendo à letra – se está tão interessado em Cuba porque não vai para lá?
Agora já lhe interessa que aqui se fale em política internacional…-
E não se deve considerar que Cuba tal como na Venezuela capitularam ao império americano ou ao capitalismo.
Mas, sim que optaram pelo modelo chinês, dado o sucesso que demonstra a todos os níveis.
Mantêm a dureza de uma ditadura comunista aí nível dos órgãos do estado e da sociedade, não abdicam de um sector público forte, mas abrem a porta com o devido e necessário controle do governo aos sectores onde a iniciativa privada já demonstrou fazer muito melhor. Mesmo que tenham para tal que ter leis tal como a Lei Laboral que foi chumbada na nossa Assembleia da República pelos partidos radicais de direita e de esquerda, tal como pela extrema esquerda.
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O Chega votou “contra-natura” para segurar o eleitorado que roubou ao PC e porque a sua chantagem não resultou .. só isso. Deem-lhe mais votos.. pode ser que esses sim, um dia os tenham no sitio para fazer um verdadeiro pacote laboral..
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